Mindfulness e meditação são a mesma coisa?
Mindfulness e meditação são a mesma coisa? Não exatamente, embora estejam profundamente interligados. Mindfulness pode ser entendido como a capacidade de prestar atenção ao momento presente, de forma intencional e com uma atitude de abertura, curiosidade e não julgamento. É uma qualidade da atenção que nos permite observar o que está a acontecer dentro e fora de nós — sensações físicas, pensamentos, emoções ou sons — sem termos de reagir automaticamente ao que surge. A meditação formal é uma prática deliberada em que paramos durante algum tempo para treinar essa qualidade de atenção. Podemos meditar sentados, deitados, de pé ou até em movimento. Durante a prática, levamos a atenção para o que está presente — por exemplo, a respiração, o corpo, os sons ou os pensamentos — e, sempre que percebemos que a mente se perdeu no passado, no futuro ou em preocupações, reconhecemos isso e regressamos ao momento presente. Neste sentido, o mindfulness é uma atitude ou qualidade que deve estar presente durante a meditação. Ao meditarmos, treinamos a capacidade de observar os fenómenos internos sem nos agarrarmos a eles, sem os rejeitarmos e sem nos confundirmos totalmente com eles. Mas o mindfulness não se limita à meditação formal. Também pode ser praticado de forma informal, nas atividades simples do dia a dia. Por exemplo, ao escovar os dentes, podemos estar atentos ao peso da escova, à cor da pasta, aos movimentos da mão, ao sabor da pasta ou às sensações na boca. Em vez de fazermos essa atividade em “piloto automático”, trazemos a atenção para a experiência concreta daquele momento. Por isso, podemos dizer que a meditação é uma forma estruturada de praticar mindfulness, mas o mindfulness também pode ser levado para a vida quotidiana — nas rotinas, nas relações, no trabalho e na forma como lidamos com os nossos pensamentos e emoções.
